quinta-feira, 27 de junho de 2013

Baba de Camelo




E a baba de camelo foi a sobremesa eleita para a festa São Joanina. E fiz em duplicado. Uma para minha casa, outra para a minha irmã levar a uma festa. Posso dizer-vos sem qualquer tipo de medo ou dúvidas, que é a minha sobremesa favorita. É, e já não a fazia há bastante tempo! Eu adoro, mas como sou suspeita porque fui eu que fiz, falo já com feedbacks de outras pessoas, claro, que têm espírito crítico e sei que nunca me mentiriam. Ela é, segundo uns, a melhor baba de camelo do MUNDO!!! :) Também sei que a doutrina diverge e que há quem ache muito doce e enjoativo, mas para mim, não há nenhuma sobremesa que se iguale a este sabor! Provem, é o que vos digo :)

Ingredientes:

1 lata de leite condensado (já cozido ou uma lata normal a cozer cerca de 45 min na panela de pressão)
2 pacotes de natas para bater
6 gemas
Bolacha Maria ralada a gosto

Preparação:

Juntar a lata de leite condensado às gemas e mexer bem (eu mexo à mão mesmo, não uso batedeira). À parte, bata as natas em chantilly e envolva suavemente no preparado anterior. Por fim, polvilhar com bolacha triturada na 123 (ou colocar amêndoa se preferirem). Bom apetite!



quinta-feira, 20 de junho de 2013

Bolo de Côco




É incrível como aquilo que gostávamos antes, não se coaduna muitas vezes com o que gostamos agora! Foi o meu caso. Posso dizer que este bolo não ia figurar muito bem numa cozinha minha há uns tempos atrás, pois só há bem pouco tempo comecei a gostar de côco. Nem bolinhos de côco, nem bolos com côco ralado por cima...meu deus, como detestava! Agora, como que por magia, passei a gostar e MUITO! O mesmo se passou com a manga, aprendi a gostar de manga quando provei mousse de manga pela primeira vez e agora AMO...:) Bom, este é um bolo delicioso, com uma textura tipo queijada, molhadinho (claro!), e mais uma receita que vos transmito para que possam fazer as delícias dos vossos. Espero que gostem tanto como eu! :)

Ingredientes:

1 iogurte de aromas (que vai servir de medida para os restantes ingredientes)
6 ovos
3 medidas de açúcar
2 medidas de farinha
1 medida de côco (ralado)
1 medida de óleo
1 colher de chá de fermento
sumo de uma laranja

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180º.
Comece por juntar o iogurte de aromas num recipiente para bater. De seguida, os ovos, o açúcar, a farinha, o côco ralado, o óleo, a colher de chá de fermento e o sumo de laranja. Bater muito bem. Entretanto unte bem com manteiga e farinha uma forma de tarte (de preferência e sem buraco) e disponha lá o preparado anterior. De seguida, colocar no forno cerca de 35 a 40 min...et voilá! :)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pavé de Biscoitos Folhados




Antes de mais, quero pedir desculpa pela demora, mas aceitem a minha explicação. Ora, eu até fiz algumas sobremesas nestas últimas semanas, que ficaram deliciosas e que, por isso mesmo, acabaram rápido. Quando me lembrava, já elas iam no fim, não postei nada, porque sinceramente já não ficavam bonitas para as vir expor aqui. Desta vez não me esqueci de tirar, e por isso, aqui vai: 
Já há algum tempo queria deixar-vos com esta receita. Adoro pavês, acho que é mesmo o meu tipo de sobremesa preferido (como já repararam com a minha devoção pela Terra Negra :), e as sobremesas de colher no geral). Deixo-vos por isso a receita deste pavê de biscoitos folhados pura e simplesmente maravilhoso, doutra forma, também não vos passava...e fácil, que é o melhor! :)
Deliciem-se!

Ingredientes:

1 pacote de biscoitos folhados
1 pacote de natas para bater
1 lata de leite condensado
5 gemas 
A mesma medida/porção da lata de leite condensado em leite meio gordo


Preparação:

Leve ao lume a lata de leite condensado juntamente com as gemas e a mesma medida da lata de leite condensado, com leite meio gordo. Mexa sempre em lume brando até o creme ficar espesso e homogéneo.
Quando estiver pronto, deixe arrefecer. Entretanto disponha numa taça os biscoitos folhados (eu prefiro pôr primeiro os biscoitos folhados e depois o creme, mas podem verter primeiro o creme quando arrefecido e depois por os biscoitos que fica igualmente bom). Por cima dos biscoitos folhados verta o creme já preparado e por fim, bata as natas em chantilly. No final, decore a gosto, com fruta (morangos ou ananás, ou mesmo bolacha ralada). 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Gelado de Morango



Pensava que já tinha chegado a época dos gelados, mas pelos vistos enganei-me! Este fim semana apeteceu-me um gelado caseiro e, como já me tinha sido solicitado sobremesas "mais light" este fim de semana foi uma excelente oportunidade para o fazer. Não tem nada de chique nem de difícil, mas como já alguém dizia: "A simplicidade é a derradeira sofisticação!".

Ingredientes:

1 e 1/2 kg de morangos
2 pacotes de natas para bater
350g de açúcar
1/2 pacote de bolacha Maria (opcional)

Preparação:

Triture os morangos (1Kg) junto com o açúcar na varinha mágica. Entretanto, triture as bolachas na 123. Bata as natas até estas ficarem bem firmes, e de seguida envolva as natas com a polpa dos morangos. Vá dispondo primeiro a bolacha, depois o preparado das natas com os morangos e assim sucessivamente. Vai ao congelador...e já está! No final, e como sugestão, acrescente esta deliciosa e simples cobertura, que consiste apenas em triturar os restantes morangos e verter por cima do gelado. Bom apetite! :)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Terra Negra


Esta sobremesa é mais uma que está no top das minhas preferidas. Experimentei-a pela primeira vez no início deste ano, e digo-vos nunca ter experimentado nenhuma parecida. Passei a gostar de tal maneira, que não aguentei uma semana sem voltar a repeti-la e sentir este sabor novamente. Chegou até mim através de uma amiga da minha mãe, e felizmente que assim foi!!! Experimentem, é super fácil, e vão ver mais uma vez que não se arrependerão :)


Ingredientes:

1 embalagem de boca doce de sabor baunilha
1 pacote de natas
1 embalagem de queijo filadélfia (atenção, que é o que tem na tampa no canto inferior direito uma tarte de morango, senão não fica igual!)
1 pacote de bolachas Oreo

Preparação:
Faça o pudim boca doce conforme as instruções e deixe arrefecer até ficar um pouco consistente. Entretanto, bata as natas bem firmes e misture com o queijo.  À parte, triture a bolacha na 123. De seguida, mistura-se as natas com o queijo no pudim, até ficar homogéneo. Num pirex, disponha uma camada do preparado, outra de bolacha e assim sucessivamente. Acabar com a camada de bolacha. Bom proveito!


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Bolo de Chocolate e Natas


Fotografia: Ângela Magalhães

Aqui está o belo destino que eu dei ao meu querido Cacau. Esta é uma receita da diva das divas Nigella Lawson, e não podia deixar de partilhar com vocês esta maravilha dos deuses (apesar de ter feito algumas pequenas alterações). É um bolo requisitadíssimo em minha casa, e, mesmo para os que gostam menos de chocolate, ele é implacável e conquista logo à primeira dentada!

Ingredientes:
200g de chocolate preto com um mínimo de 70% de cacau
125g de manteiga sem sal, derretida
6 ovos: 2 inteiros e 4 separados
170g de açúcar

Para a cobertura das natas:

500 ml de natas
1 colher de chá de essência de baunilha
1 colher de chá de cacau em pó para polvilhar

Preparação:
Comece por pré-aquecer o forno a 180ºC.
Forre o fundo de uma forma de bolos (forma redonda de aproximadamente 25 cm) com papel vegetal.
Derreta o chocolate  em banho-maria e junte a manteiga ao chocolate até ambos derreterem.
Bata 2 ovos mais 4 gemas com 70g de açúcar, e junte o chocolate. À parte, bata as 4 claras em castelo e depois junte o restante açúcar aos poucos, batendo sempre. Adicione de seguida as claras ao chocolate, envolvendo bem. Ponha este preparado na forma forrada a papel vegetal e leve ao forno 35 a 40 minutos. Quando tirar do forno, deixe arrefecer em cima de um tabuleiro de rede para o centro ir baixando à medida que arrefece.
No final, bata as natas e junte a essência de baunilha, continuando a bater, e, quando estiverem firmes, coloque por cima do bolo polvilhado com o cacau em pó. Bom apetite!

segunda-feira, 15 de abril de 2013


A manhã, meus caros amigos… Novamente vos relato a minha história começando por esse momento seminal, que é a manhã. O dia a começar, os pássaros a cantar e todas essas maravilhas da Natureza que dão sentido à criação. Mas não era agora um quadro bucólico, como aquele que vos havia descrito, antes de ser arrancado à minha feliz existência tropical. Um gigantesco ronco de cidade a acordar substituía, tristemente, o amanhecer soalheiro que eu tanto amava!
No princípio, saído das entranhas do monstro voador que aqui me trouxera, dei por mim em deslumbre, com os olhos piscos, no meio de uma babel de muitos sons. Gemidos metálicos, buzinas estridentes, gritos de homens trabalhando, sem alegria ou prazer. Que mente tortuosa inventou semelhante inferno? Uma mente de metal e alavancas e escuridão e deserto, certamente!
Segui o meu percurso, descrente ainda e sempre do futuro…
E subitamente o Mar… Primeiro levemente, por entre os gritos das gaivotas, um ligeiro espumejar, que nos faz sentir a frescura de milhões de gotículas salgadas na alma e depois, forte e retumbante, o rugido de um gigante, enquanto se despenhava mais uma onda nas rochas, antigas como o mundo. E o aroma, pelos deuses… O perfume da felicidade é o que é. O odor de incontáveis peixes, algas, seixos e sal, muito sal… Já dele tinha ouvido falar e até já o tinha visto, lá em baixo, enquanto troava os ares no monstro voador, mas nunca o tinha ouvido, nem cheirado. O Mar infinito, universo mágico de cor azul esverdeado, mas em que cabe todo o arco-íris…. E subitamente também, a felicidade, essa frágil musa que eu julgava perdida para sempre, assomou à ombreira da minha vida.
Estava numa terra estranha, que sendo tão diferente, tinha uma vibração que, incompreensivelmente, se assemelhava à daquela onde eu nascera. Não sabia porquê, mas estava num sítio, que se parecia como a minha casa, mas sem o ser. Como dois actos da mesma peça, ou faces diferentes da mesma medalha…
Sentia-me assim em casa, “de volta pro meu aconchego”. Mas devia ser um sonho bom. Não podia ser verdade…
Vi então uma praia. Um extenso, branco e perfumado areal, com uma pequena capelinha entalada na rocha, de ar singelo, humilde, belo e incomensuravelmente forte. Parecia estar ali desde antes da areia, antes do tempo. Que bela visão, a do Mar…
Mas logo deixei de o ver. Atormentado, novamente agarrado, puxado  repuxado  transportado, e colocado em frias prateleiras de uma pequena mercearia. Lá me quedei, finalmente consciente do meu destino: seria consumido!
E não tardou a chegar o algoz. No caso a algoz, o que, bem vistas as coisas, tornou toda a experiência consideravelmente mais agradável.
Tudo se passou muito rápido. Um puxão daqui, uma sacudidela dali, atiram-me para o balcão de alumínio polido e, passados alguns segundos, lá vou a caminho, sem saber para onde, dançando ao ritmo do andar, daquela que é agora a minha Dona. E depois vi aqueles olhos… Escuros, castanhos, quase negros. Desenhados pela mão pressurosa de Afrodite, profundos, abismais, brilhantes. Olhavam para mim, estudavam a minha embalagem, mediam-me a consistência e a cor. Apaixonei-me imediatamente, quis perder-me neles, encontrar lá a minha morada e lá esperar pelo juízo final.
Não sei bem explicar o que me aconteceu depois. Sei que me vi dentro de uma pequena casa, quente e bem iluminada, colorida, repleta e cheirosa, com um enlevo feminino, como nunca eu vira. Vozes claras, risos alegres, e uma cozinha. Com o coração a rebentar de êxtase eu fui sendo moldado, cercado de açúcar, envolvido no chocolate. De gemas e natas fez a Dona a minha morada. Ao som do Tom e da Elis, as Aguas de Março batiam na janela e inundavam o ar à minha volta. E eu ouvia, como se olhasse para outra vida "…falta a raspa de laranja…", "não ponho licor que não vale a pena…", "...não, este não leva farinha…".
E lá continuei a passar por entre os dedos daquela que amava, entregue – e que bem entregue eu estava – aos seus cuidados ternos, já misturado, já confundido e ainda assim, mais perto da minha essência.
"Está pronto! Forno e depois frio, natas por cima e a caminho da barriguinha…"
O perfume doce do chocolate tudo envolve, tudo cura, tudo alegra. E assim cumpri minha função e senti-me feliz.
E amigos meus, cumpriu-se o meu destino! Dos confins da Bahia à terra que Mira o Mar. Sofri e redimi… Até te encontrar, minha Dona, meu amor, eu te me dedico, sempre teu

Cacau


"A breve vida de um fruto", Manuel Miraldo.